Parque Nacional Plitvice Lakes, um Patrimônio Mundial da Unesco, o Mundo Agradece

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O Parque Nacional Plitvice Lakes entrou na lista de Patrimônios Mundiais da Unesco em 1979 dada a sua importância geológica e ecológica. Com aproximadamente 20.000 hectares, ele é cercado por montanhas e está situado em uma floresta densa, com espécies raras de aves, cervos, javalis e até mesmo ursos.

Em nossa viagem da Croácia poderia chover qualquer dia, menos no dia em que estava programada a visita ao parque. 

Não tínhamos opção de trocar a data, comprei os ingressos e reservei o nosso lodge com mais de 1 mês de antecedência, como deve ser em uma viagem bem planejada.                Jezera estava no meio do nosso percurso, que iniciara em Zagreb e terminaria em Dubrovnick, ou seja, não tem vai e volta.

Aliás, aqui vai uma dica, o Rustic Lodge Plitvice, nota 9,5 no Booking, foi mais uma excelente escolha dessa viagem. 

Chegamos em Jezera e fomos recebidas por um céu limpo, já com o sol se pondo e bem mais frio, já que estávamos longe do litoral, no centro da Croácia e no “meio do mato”.

São Pedro ajudou, porque na sequência que vínhamos de dias cinzas e molhados, esse dia foi um presente.

Acordamos, tomamos um café da manhã delicioso, com ovos e panquecas feitas na hora e fomos para o parque, que fica a menos de 2 km dali.

O dia estava maravilhoso.

Um show de azul e verde por todos os lados. As fotografias até mostram a beleza do parque, mas é indescritível a sensação que eu senti durante as horas que estive lá dentro. 

UPPER LAKES

São 3 trilhas que se diferenciam pelo tanto que você vai caminhar e ver, uma vez dentro delas, não tem volta. Tem mapas e guias somente na entrada, ou seja, cada um sabe o que aguenta e tem que ser fiel a isso, ou vai se arrepender. De comum acordo com as minhas trippers, este foi o único passeio programado que me separei delas, fui na trilha maior (no total caminhei 18) e não dava para perder a oportunidade. Totalmente alucinada pela paisagem, pelos diversos tons de azul, verde, as cachoeiras, lagos, um espetáculo. Não percebi o quanto eu andei, subi e desci.

O Parque Nacional Plitvice Lake é composto por 16 lagos, interligadas por uma série de cachoeiras que chegam até 70 metros de altura. 

Devido a grande quantidade de calcário na base dos lagos e ao movimentos das águas que passam entre riachos e córregos, surgem com ajuda de algas e musgos presentes no ecossistema local, barreiras naturais de gipsita (mineral base para produção de gesso) que crescem cerca de 1 cm por ano.

O Plitvice Lake pode ser visitado durante as diferentes estações do ano, inclusive no inverno, as imagens dele coberto de neve são incríveis, mas eu sugiro roupa de esquimó porque mesmo com todo esse sol a temperatura estava baixíssima.

No parque existem passarelas de madeira que foram construídas bem perto da água e sobre ela, para que se possa passar entre alguns lagos, o que torna o parque ainda mais incrível porque a gente fica em contato o tempo todo com a natureza. Essas passarelas são estreitas e podem ficar lotadas na alta temporada de férias – de junho a agosto, os meses do verão europeu, fomos em abril e olha nessa foto, a passarela cheia de coisinhas, são gentinhas, muitas, fora de temporada. 

Alias, leve isso em conta na hora de programar uma viagem a Croácia, vale para todas as cidades, mas no caso específico do parque e das passarelas, pode ser um transtorno se estiver com crianças, idosos ou se possuir alguma dificuldade de locomoção.

Um dia é o suficiente para conhecer o Parque Nacional Plitvice Lakes, pode ser uma viagem bate volta saindo de Zagreb, Zadar, Split ou Opatija, depende de como você planejar a viagem. Eu não recomendo, acho que o ideal é como fizemos, dormir em Plitvice Jezera, acordar bem descansado e encarar a trilha numa boa.

Dentro do parque tem 3 hotéis e um camping, antes do parque tem diversos lodges das famílias locais, pesquisei bastante e escolher um lodge foi perfeito. 

Este é o barco que leva a gente da parte alta do Parque Nacional Plitvice Lake, Upper Lakes, para a parte baixa. 

Chegando tem duas lanchonetes, hot dog, hamburguer, ribs, cerveja e refris e uma área enorme para picnic. Ali é fundamental carregar as baterias porque a trilha mais longa começa, descendo e tudo que desce, depois tem que subir. 

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Essas imagens abaixo já são dos Lower Lakes, como eu disse acima o parque é dividido em Upper e Lower Lakes. Tudo lindo demais, mas essa parte baixa é a mais bonita. As trilhas são bem apertadinhas e em alguns pedaços tem gente indo e vindo, porque não tem duas pistas.

Essa é a Big Waterfall ou Velik Slap, um pedaço da maior cachoeira do parque, não dá para mostrar nas fotos o tamanho dela, parece que estou perto, mas nem pode nem da para chegar perto. .

Hora de subir, vou tentar explicar, essa foto é um corte do parque, eu estou na parte mais baixa, vim lá de cima (esquerda).  a setinha mostra onde estou.

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Essa imagem mostra a planta baixa. A gente estaciona bem longe e caminha até a Entrada 2, pega um barco para atravessar um lago e faz a volta inteira pela trilha dos UPPER LAKES, lado esquerdo. Volta, pega outro barco (da foto que mostrei acima), esse percurso bem longo e vai para a trilha da direita para os LOWER LAKES.

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A trilha da subida de volta é absolutamente punk, haja fôlego e perna! 

A dica é ir parando com a desculpa de fotografar, mas na verdade é para disfarçar a falta de preparo físico (risos)

Vistas da trilha de volta. .

Última dica by Tati, jantar na Licka Kuca (Lika House) que fica próximo a entrada principal do parque, ou seja, pertinho do nosso lodge. Eles servem os pratos tradicionais da região de Lika, que eu não sabia, mas é ali. Eles fecham cedo e por isso eu já havia reservado e foi delicioso.

Simbora pegar estrada, agora nosso destino é Zadar, outra Croácia totalmente diferente do que vimos até agora. .

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