Liubliana, Eslovénia

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Liubliana, capital da Eslovénia! (no final slideshow dos stories de Liubliana)

A vida em Liubliana acontece às margens do Rio Lublianica e não desisti enquanto não encontrei um lugar para ficarmos com essa localização e dentro do orçamento (esse era um desafio), passeando pelo Google Maps encontrei uma Guest House, que é um anexo do melhor café da cidade, o Cacao Café, com 4 quartos, fechei e ficou exclusiva nossa.

Cacao Rooms 🐶, no centro histórico, na beira do rio.

Como em todo centro histórico, lá não entra carro, o gerente da Cacao já havia me passado alguns estacionamentos e avisado para deixar reservado, se não fosse assim não tenho ideia de onde eu deixaria a xalana. Enquanto estivemos na cidade o carro ficou no terceiro subsolo de um edíficio garagem e só saiu de lá pra pegar estrada de novo. 

Há 12 anos, o então prefeito, eliminou completamente o tráfego de veículos em Liubliana. Os únicos transportes permitidos são a bicicleta, carrinhos elétricos, como aqueles de golf que podem ser utilizados gratuitamente pela população e turistas (não vi nenhum) e em algumas ruas de acesso alguns carros tem licença,

Enfim, chegamos, deixamos tudo na pousada e fomos dar uma relaxada, ver o footing e comemorar nossa chegada 🍷. A cidade vive um happy hour constante, muita gente bonita. Casais, famílias com crianças, com cachorros, jovens enamorados, idosos, muito colorida e muito simpática. Totalmente diferente de Zagreb, aliás, nenhuma cidade da Croácia, essa no caso Eslovénia, é parecida com nenhuma.

Liubliana é uma cidadezinha de médio porte, e com um centro histórico cinematográfico, onde caminhar a pé é uma deliciosa obrigação.

Vejo muita gente reclamar sobre proibição ou restrição de carros, que acontece principalmente na Europa, mas não da pra imaginar a preservação que a gente tanto admira se optarmos pelo conforto de chegar na porta dos lugares de carro.

O Rio Lublianica, de água verde água às vezes azul piscina, sempre limpíssimo, divide e enfeita a cidade e suas pontes são atração, cartões postais e com histórias interessantes.

Essa é a Ponte do Dragão, símbolo da cidade. Tem uma lenda local e esse o blog Eslovenicies conta de forma muito curiosa.

Essa é a recém inaugurada Ponte do Açougueiro, também conhecida como Ponte dos Cadeados, mais uma das pontes sobre o Rio Liublianica. Ela foi projetada pelo arquiteto esloveno Joze Plecnik, morto há 62 anos, seu piso é de vidro e leva os pedestres direto aos mercados da cidade, tanto o aberto quanto o coberto.

Assim como em diversos lugares como por exemplo, Buenos Aires, Paris, Florença, Zürich, Amsterdam, etc os Liublianos participam do fenômeno romântico das “trancas do amor” – casais prendem cadeados, com seus nomes gravados, no gradil da ponte e jogam as chaves no rio e claro que os turistas também. A ponte é belíssima!

Essa fachada ao fundo, rosa, é a Igreja Franciscana, um dos cartões postais de Liubliana. Na minha frente mais uma ponte, ou melhor, 3, a famosa Tromostovje ou Ponte Tripla.

A ponte tripla está neste mesmo lugar desde 1842, quando substituiu uma velha ponte de madeira medieval que ligava as terras do noroeste europeu ao sudeste da Europa e as Bálcãs.

Entre 1929 e 1932, as pontes laterais, para pedestres, foram adicionadas à ponte original, projetadas também pelo arquiteto Jože Plečnik. Restaurada em 1992, a ponte tripla também é um dos símbolos de Liubliana.

Mais uma ponte projetada pelo, pra mim agora famoso, Jože Plečnik, a Ponte dos Sapateiros ou Cobbler´s Bridge, construída entre 1931 e 1932. A ponte abrigava oficinas de sapateiros – daí o nome Ponte dos Sapateiros.

Não seria meu roteiro se não tivesse por do sol, ou pelo menos a tentativa de sempre vê-lo onde viajo. Quando em cidades como Zagreb e Liubliana, por exemplo, o rooftop do edifício mais alto foi a alternativa perfeita! Desde que o senhor sol colabore. Neste caso apenas brindei o privilégio de estar num lugar maravilhoso, e o fato do sol ter se escondido, não mudou em nada o momento.

Esse é o Castelo de Liubliana, Ljubljanskigrad, (Grad=castelo) uma construção medieval, no da alta de uma colina. Lá de cima é possível ver quase toda Eslovênia, assim como do rooftop de onde fiz essa foto.

Pode-se subir de funicular ou fazer uma longa e íngreme caminhada, chegando por uma das laterais do castelo. Em seu interior há um Museu de exposições permanentes, como a de marionetes e das celas da penitenciária que datam do século XIX e primeira metade do século XX, quando todo o castelo era uma prisão estatal. 

Nós não subimos porque no dia planejado choveu muito e aí rolou um desanimo da galera.

Igreja do Sagrado Coração de Jesus ou Cerkev Srca Jezusovega Ljubljana, é linda e de qualquer ângulo compõe um cartão postal, seu interior tem uma luz belíssima e enquanto estivemos lá entraram poucas pessoas, que pareciam locais, não faz parte do roteiro turístico, achamos sem querer. Na frente, nessa praça de onde fiz a foto, é um colégio enorme de mesmo nome.

Metelkova, esse lugar eu tinha que ir nem que fosse de bote.

Desde 1991 a arte contemporânea é a dona do pedaço, mas já foi sede do exército do Império Austro-Húngaro e, depois, sede eslovena do Exército Nacional da Iugoslávia .  O Centro Cultural Autônomo de Metelkova, também conhecido como AKC, ficava a cerca de 3km da nossa pousada. Estava no nosso roteiro porém amanheceu uma chuva chata, sem jeito de que pararia e gelado. Minhas tripers desistiram e foram pro shopping, a Miriam topou encarar. 

A história de centro de arte começou com a declaração de independência da Croácia e da Eslovênia. Considerada uma das muitas datas que marcam o fim da República Socialista Federativa da Iugoslávia.

Depois da dissolução da Iugoslávia naquele ano, o Exército Iugoslavo deixou Metelkova, que se tornou um brownfield militar com seus quartéis abandonados. (Browfield é um termo que defini áreas com potencial de desenvolvimento e que antes eram usadas para fins militares). Em 1991 a Rede de Metelkova, formada por 200 organizações de jovens alternativos, pediu à prefeitura de Liublliana permissão para uso dos quartéis para fins pacíficos e criativos. A prefeitura concedeu a permissão formal de uso da área; porem tais promessas não foram cumpridas, e a prefeitura não queria mais que a área fosse ocupada. Metelkova passou a ocupar ilegalmente o espaço, sendo redefinida como uma zona autônoma e auto-organizada em 1995. Desde então, o centro se tornou um lugar de aceitação para as minorias, embora ainda existam ameaças por parte das autoridades municipais e do Estado.

Nos anos 2000, artistas e atores se envolveram, assim como a comunidade LGBT, ONGs e a UNESCO, que fizeram-na ser reconhecida como Patrimônio Cultural Nacional em 2005.

E num dia que a cidade estava cinza, nós tivemos o privilégio de encontrar as cores, ainda mais vibrantes, porque estavam molhadas. O lugar é muito louco, cheio de detalhes, ficamos mais de uma hora viajando, a chuva chata não deu trégua, mais foi muito gratificante.

Como deu para ver, todas as atrações de Liubliana são facilmente percorridas a pé. Um roteiro básico pela cidade inclui alguns pontos, mas o mais legal, e foi o que fizemos, é passear por suas ruas ou ver gente passar, para isso basta ficar sentada num dos bares às margens do rio Liublianica.

Mais um rolezinho de andarilhas e pra fechar com chave de ouro, fomos atrás da Klobasarna, um cúbiculo que tem fila o dia inteiro e serve a  carniolan sausage, linguiça típica da eslovénia e para acompanhar uma Grim Reaper IPA, produzida na Eslovénia.

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Daí check out no Cacao Rooms, embaixo de um temporal e como não entra carro, seguimos para o estacionamento subterrâneo que eu nem lembrava em qual dos edifícios era, foi tragicômico. Mas achei!

Estrada de novo, cruzar fronteira de novo (tenso).

 

SLIDESHOW DO STORIES LIUBLIANA

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