On The Road – Zagreb => Liubliana

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A paisagem de todas as estradas é um capítulo à parte. Tive que me comportar porque sempre tive o costume, nas road trips, de moto ou carro, ir parando, fotografando, não ligando muito pro tempo de duração da viagem. Nessa viagem não poderia ser assim, o foco era outro e eu era a motorista, quanto mais estendesse a viagem mais aquele “soninho” me perseguiria.

Essa foi nossa primeira estrada, deixar a Croácia para entrar na Eslovênia. Era inclusive a que mais me preocupava, por causa da fronteira. 

Andamos uma meia hora e surgiu essa igrejinha, foi impossível não parar, descer, entrar, explorar. Ficamos encantadas. A paisagem me remeteu a Toscana, que aliás, considero um dos lugares mais lindos que já fui.  Nessa entrada que estacionamos é a parte dos fundos e é um cemitério, o mais lindo, florido é bem cuidado que eu já vi na vida, aliás, escrevendo aqui agora, me lembrei do pequeno cemitério junto à igreja de Appenzell na Suíça, era lindo também, mas esse mais romântico, não sei se esse é o termo certo, mas é o que me parece.

Pra vocês terem uma ideia, Lourdes, uma das minhas tripers, mandou uma piadinha que ali ela até aceitaria ser enterrada (nem tanto) mas realmente não tinha nenhum clima de cemitério.

Não descobrimos o nome da igreja, não passou ninguém, a placa que tem na frente é indecifrável e saímos de lá sem ter certeza se a cidade realmente chama Cabar. Mas vamos confiar no Google Maps que mostrava como mais próxima.

Uma dica importante, para quem planeja um dia fazer essa viagem:

  • me chame que montamos um grupo pequeno e a viagem será como essa, aliás, melhor, porque agora conheço tudo 🙂
  • se forem sem mim 🙂 leiam a dica:

Nas minhas pesquisas eu encontrei varias matérias sobre o quão difícil seria a aduana entre a Croácia e a Eslovênia.

Cheguei a ler relatos de pessoas que desistiram e mudaram o rota na fronteira depois de horas na fila.

Nós tivemos sorte no quesito fila, chegamos e não tinha ninguém, sorte mesmo, porque se tivesse por exemplo um ônibus de turismo, já seria o suficiente para o que eu li ter acontecido, mas com essa sorte, fomos escolhidos como a bola da vez.

Ainda dentro do carro entreguei os nossos 4 passaportes, o policial fez uma chamada oral para cada uma olhar pra ele, pediu documento do carro e saiu da cabine e voltou uns 20 minutos depois.

Fim da história!

Não!

Guardou tudo nosso na cabine, saiu e me pediu  para eu sair e abrir a porta-malas e perguntou o que tem nas malas. Well, ele já sabia que eram 4 mulheres, que dia chegamos, onde íamos, hotel e data da volta para para o Brasil. Respondi com delicadeza, roupas. E nessa mochila? Remédios e necessaire de uma delas.

Ok podem ir? Não!

Abriu a cancela e pediu para segui-lo, com o carro.

Estacionamos aí mesmo, nessa foto.

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Ele pediu que todas saíssem do carro.

Que eu abrisse o porta malas, escolheu uma mala e a tal mochila e pediu que fossem abertas.

Olhou tudo, fechamos, guardamos e ele voltou pra cabine.

Entramos no carro e depois de aproximadamente 30 minutos ele nos liberou. Esse trâmite todo levou mais de uma hora. Um ônibus na nossa frente poderia triplicar esse tempo, eles vistoriam todos, sorteiam algumas bagagens e checam todos os passaportes. E é o que mais tem, porque muitos passeios são bate e volta e não fazem como nós, de ir e dormir, vão com empresa de turismo e voltam para as cidades bases, como Zagreb.

Depois dessa fronteira passamos na fronteira da Eslovênia-Croácia, Croácia-Bósnia e Herzegovina, Bósnia-Croácia e tooooodas apenas pediram os passaportes, fizeram a chamada e bye bye.

Ou seja, tudo que eu li fez sentido e uma dica que eu segui deu muito certo, não pegar a estrada no horário que os ônibus de turismo costumam pegar. Eles deixam Zagreb, por exemplo às 8, para uma viagem de dia inteiro. Nós pegamos a estrada às 10. Duas horas depois deles e menor risco de encontrá-los na fronteira.

Agora atrás do adesivo chamado Vignette, obrigatório estar colado no vidro dianteiro do carro, num lugar X, custa 20 Euros, dizem que tem em todos os postos, acho que achamos no décimo! Outra coisa, carro alugado na Croácia, para entrar e sair da Eslovênia, paga uma taxa de 80 Euros, além dos 80 de não devolver no mesmo local!

Segue viagem e aproveita o visual!

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Ainda planejando o roteiro da viagem, analisando os trajetos no Google Maps, vi um castelo, ampliei e comecei a pesquisar, vi as imagens e conclui que um desvio de 50 km compensaria nem que fosse só pra apreciar a grandiosidade e beleza, ao vivo e fotografar, claro.

O Castelo de Predjama é um castelo renascentista construído dentro de uma caverna na Eslovênia, na região de Inner Carniola, na aldeia de Predjama.

Nem havia colocado no Projeto que apresentei para minhas tripers porque se a tal fila na fronteira fosse realmente de horas ou se tivéssemos qualquer outro problema, eu não iria, porque não queria pegar estrada a noite.

Como deu tudo certo, exceto o tempo perdido na aduana, desviei o caminho e elas ligadíssimas logo perguntaram porque eu estava fora da rota, eu tinha co-pilota atuante, a Miriam 🙂

O Castelo é maravilhoso, sem dúvida merecia um dia de visita e não uma passada. Mas não tínhamos tempo para isso, eu me contentei em vê-lo ao vivo e elas com certeza gostaram da surpresa.

SLIDESHOW DOS STORIES DESSA ROTA!

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