Um trabalho dos sonhos que realiza sonhos!

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Quem me conhece e quem me acompanha aqui sabe que essa paixão por viajar não é nenhuma novidade, ela vem de décadas (muitas rs).

Sempre que posso e muitas vezes quando não posso, sacrifico o que for preciso mas não abro mão de viajar, pra longe. Essa fase começou em 2007 quando fomos com minha mãe para Patagônia e depois não parou mais, Patagônia de novo, Uruguai, Chile, Nova York, Amsterdam, Barcelona, Londres, Suiça, Menphis + New Orleans e Croácia, só me resta programar a próxima.

Viajar era fácil quando meu pai era piloto, a gente ganhava 4 passagens por ano, podia ir nos voos dele, ficar nos hoteis com ele e isso facilitava, 4 era pouco. Mas ele se aposentou em 91 e ai eu achei que nunca mais poderia viajar e até 2007 eu nem pensei em sair do Brasil.

Viajar se tornou algo tão presente no minha vida que ano passado criei esse blog, esse ano comecei batalhar as parcerias com os fornecedores de passagem, carro, hotel, chip, moeda, seguro, etc. que inicialmente eram pra monetizar o blog, mas agora fico muito feliz, porque amigos me ligam pra pedir tudo isso, ou indicam amigos e assim vai crescendo em ritmo de formiga, mas vai.

Este ano fiz roteiros para amigos de lugares que nunca fui, é difícil, a pesquisa é na internet e é claro que tem informação tendenciosa, uma busca rápida não resolve, tem que ter várias fontes para diminuir o risco de erro.

E o sonho foi crescendo, fiz a primeira viagem trabalhando, fomos para Morretes, um pacote com tudo incluído, desde o check in até o check out aqui em Congonhas. Foi muito legal, foi curtinha e foi um teste. Dois meses depois, o mesmo grupo, fez o segundo check in, dessa vez em Guarulhos. Partimos para Croácia.

Foi uma experiência inesquecível, teria sido muito mais fácil se tivesse sido para um lugar que eu já conhecesse. Mas o meu grupo não é um grupo qualquer. É difícil saber qual delas viajou mais, ou menos. Média de idade 82 anos, 3 viúvas de tripulantes da Varig, 3 mulheres independentes e cheias de saúde, e claro, personalidades fortes. Por que elas escolheriam um destino fácil?

Croácia, de Zagreb a Dubrovnik, com um desvio de um dia na Eslovènia, 1500 km de descobertas e eu que “amo” dirigir, firme e forte, parando a cada 30 para um café, porque dirigir pra mim é igual colocar um bebê no carro, eu sento, pego a direção e o soninho vem.

Foram 6 hotéis diferentes, nas cidades que eu defini como mais importantes e um apartamento em Dubrovnik, porque os hotéis lá são fora da cidade murada e na minha opinião a graça da cidade, aliás, de todas as cidades históricas, está em se hospedar nos centros históricos. E foi o que fizemos em todas.

Andamos muito, eu andei mais claro, porque elas tinham tempo livre e eu não paro, nunca. Mas conhecemos todas as cidades caminhando, até porque carro não entrava em nenhuma delas. E não tem forma melhor de conhecer os lugares, definitivamente não tem. Na hora cansa, mas a gente para, toma um café ou uma cerveja ou um vinho e segue… o roteiro sempre muda porque cantinhos bonitos nos desviam da rota, mas fica tudo gravado na memória. Todo mundo exercita as pernas, a respiração e a mente.

Sou contra city tour de ônibus, acho que meu único foi em Buenos Aires e na primeira parada eu pulei fora e segui sozinha.

Pra mim foi um excelente teste essa viagem, com a intimidade que tenho com as três, eu percebi no segundo dia que se eu não desse espaço pra elas e me comportasse como “personal guia” teríamos sérios problemas. Eu estava lá trabalhando e foi o que eu fiz e voltei muito feliz!

 Um slideshow dos stories do aeroporto daqui até a chegada lá!

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