Yazoo, MS!

Sempre gosto de ver  no Youtube os lugares que eu vou, normalmente tem vídeos não profissionais e interessantes, que trazem informações e imagens que os sites não mostram por não ter graça, glamour ou ser feinho. 

Yazoo foi meio assustador. Achei um único vídeo e as imagens eram muito ruins. Eu não consegui me imaginar andando por lá, sei lá sozinha, mesmo que por um dia, mas enfim, resolvi seguir meu instinto e manter o foco no Blue Front Café, o que viesse junto seria lucro ou dividendo.

A real é, acredite no seu instinto, até hoje tenho pra mim que o vídeo que eu vi no YouTube não foi feito em Yazoo, se foi é de outra “temporada”! 

Primeiras imagens de Yazoo, do janelão do trem!

Cheguei na cidade às 9h50, no trem #59 que vem de Chicago com algumas escalas. Na de  Memphis embarquei com aproximadamente 40 pessoas, mas com destino a Yazoo somente eu, porque o trem parou e eu fui quase ejetada pra fora.

Lá estava eu em Yazoo City, eu meu mochilão, a “estação” e os bichinhos de pelúcia que moram na grade de proteção. Não descobri o motivo, pensei ser uma homenagem, mas não achei nada escrito.

Yazoo tem cerca de 10 mil habitantes, é quase um bairro, todos se conhecem, a parte que eu fiquei e andei  só esteve no MODE ON algumas horas antes do início e durante o Festival. Quando cheguei não tinha idéia do que me esperava, entrei no Yazoo Donuts, pedi um regular e café, pra entrar na sintonia.

Fui atrás do meu hotel, Main Street Hotel , que eu recomendo, fui super bem recebida pela Joann, a proprietária com quem eu já havia trocado alguns e-mails. Depois de deixar o mochilão no meu quarto ela perguntou se eu precisava de algo, respondi prontamente, naquele calor absurdo, uma cerveja! Oi? A cidade (uma rua) estava fechada por conta de um evento na noite anterior e dos preparativos para o Festival naquele dia. Ela, fofa, abandonou o hotel, andou comigo uns 100m, entrou num bar “fechado” e pediu que vendessem uma cerveja pra mim. Até então eu não tinha ideia do quanto seria difícil comprar uma cerveja no Mississippi!!! 

Minha suíte era uma “casinha” na rua de trás!

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Minha meta era chegar no Blue Front Café, mas isso eu já contei nesse post aqui Jimmy e o Blue Front Cafe, leiam, é legal 🙂 !

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O Festival, que veio de brinde nessa viagem, iniciou pequeno com Jimmy Duck Holmes, cantando e tocando acústico para poucas pessoas, terminou bombando com a rua lotada, mesmo, não sei de onde veio tanta gente e pra onde foram. Perambulei pelas ruas durante o Festival que iniciou às 14 e terminou pra lá de meia noite.

Revezava entre a minha área VIP e a rua lotada, comi frango frito com Coca Zero sentada na guia e tomei umas cervejas em copão de refri, fiz amizade com uma mina da produção e a gente fazia um rodízio, ela pagava a minha e depois eu pagava a dela e deixávamos uma reserva nos coolers da área VIP. E sempre tinha um policial de olho na gente (risos)!

No dia seguinte meu trem “The City of New Orleans” passaria as 9:25, se eu perdesse só teria outro 24horas depois. Acordei bem cedo.

A cidade dormia.

A rua do Festival estava impecável, como se nada tivesse acontecido na noite anterior, não tinha nenhum rastro de festa, padrão primeiro mundo naquela mini cidade perdida no meio da América.

Estava tudo fechado, inclusive o hotel. Não fiz check out. Escondi as chaves da minha “casinha” atrás desse enfeite, mandei um e-mail para Joann e fui…

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Dei um role a pé, comi outro Donut com café no mesmo lugar e fui para a estação, o aplicativo da Amtrak, operadora do trem, informava um atraso de 2 horas. Homens chegavam na estação, achei que seria pera pegar o trem, mas era só pra conversar comigo mesmo, eu era tipo um ET, estava mais para atração turística do que turista. Até que chegaram Wendley e Sean, pai e filho, dois queridos que fizeram a espera voar. Rimos muito, entendi com eles o ritmo de Yazoo, o trem chegou e eu fui sugada, a unica passageira embarcada, assim como tinha sido a unica desembarcada no dia anterior. O trem atrasa mas chega no destino final, no caso New Orleans, no horário certo. Louco!

Wendley e Sean

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Foram 26 horas em Yazoo, dos 14 dias em solo gringo sem dúvida foi em Yazoo que conheci e conversei e mais me envolvi com a vida local. Jamais esquecerei cada momento vivido ali, muita emoção, simplicidade, ingenuidade, gente pura que fala, canta e sorri com o coração.

Bye Yazoo, de carona com Jimmy, claro!!!!

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