I Did It My Way 🎼

Cheguei com montes de fotos para organizar e com o mesmo mochilão que eu fui, sem compras, o que me deixou muito feliz, porque nada como o dólar estar nas alturas para se ter certeza que a vida não muda em nada se a volta é com a mesma bagagem. Exceto ter menos CC para pagar (risos).

E mal cheguei tive duas fotos repostadas pela galera de fotografia, uma de Memphis e outra de New Orleans, daquele aplicativo que começa com I e termina com M, de fotos quadradas, sabe? Não pode escrever aqui (?). Claro que achei o máximo 😛

 

A bagagem que eu trago é de experiência, auto conhecimento e aprendizado.

Foram 8 museus, galerias com exposições de fotógrafos locais, festivais de música, inúmeras apresentações de bandas e músicos de rua ou de bares, restaurantes transados, parques verdes belíssimos, sabores novos e altos papos, poucas pessoas com muita história ouvida.

Museu de Arte Moderna de New Orleans

Museu Nacional dos Direitos Civis em Memphis, construido anexo ao Motel Lorraine, onde Matin Luther King foi assassinado.

O belíssimo City Park:

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Conhecer essas pessoas que fizeram toda a diferença:

Degustar mais de 20 cervejas diferentes LOL!

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Degustar delícias regionais:

E respirar música ao vivo todos os dias, sem exceção”

 

Foram 14 dias a milhares de milhas de distância, Tenessee, Mississippi e Louisiania, perambulando sozinha. Brigando com língua, que era tão difícil que quando eu via qualquer coisa na TV, parecia português, eu entendia tudo.

Caminhei 164 quilômetros, da hora que saí do avião em Memphis até entrar no avião da volta, em New Orleans. Ou seja, uma média de 11,7 km por dia. Mesmo assim o saldo positivo (só que não) na balança foi de 2,1 quilos. Essa bagagem vou ter que ralar pra perder. Além do aspecto saudável, não tem forma melhor para conhecer os lugares, esmiuçar cada cantinho e perceber detalhes locais que passariam totalmente despercebidos se estivesse de carro ou ônibus.

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O roteiro muda, porque ando e paro, seja para fotografar, para conhecer um bar, um parque, uma galeria, uma lojinha, ou seja, coisas que não estavam planejadas porque não são divulgadas em sites, estão fora da rota turística.

Um amigo antigo de fotografia, que atualmente vive em NOLA, me disse: – Você já conhece mais lugares que eu que moro aqui há 6 meses. Fiquei orgulhosa!

E por falar em rota turística, nessa viagem eu fiz uma escolha, que inicialmente achei que pudesse me arrepender. Exclui os passeios daquelas listas tipo, “Top 10 lugares que você não pode deixar de visitar em….”.

Em Memphis eu tinha 3 dias e muito pra ver. Em um dos dias eu tive que escolher entre Graceland (a casa/ museu do Elvis) ou conhecer o outro lado da cidade, com bares de música ao vivo, espaços alternativos e outros babados. Eu já havia lido algumas críticas sobre o custo benefício desse passeio, que resumindo, entre ingresso e transporte sairia por volta de 100U$, com filas e diversas restrições. Sou super fã, mas não fui. Fui duas vezes ao Arcade, lanchonete predileta do Elvis que é show, fica um pouco fora do buxixo, tem turista, claro, mas é basicamente da galera local, principalmente no café da manhã dos dias de semana e meu ap era ao lado.

Em New Orleans fui além, exclui o passeio pelo Mississipi no famoso barco a vapor Natchez, nem pelo preço, mas as filas homéricas e aquele climão de tudo meio fake, pra turista ver, que não me comove. Meu role de barco no Mississipi foi de Ferry Boat, transporte da galera local, que atravessa o rio até Algier Point, um bairro lindo e super tranquilo. Excluí os cemitérios, que estão na rota “obrigatória” de todos as listas, eu não estava no clima. Exclui o passeio no pântano, pedi algumas opiniões e não foram animadoras e também não senti firmeza com as duas empresas que conversei. Achei que os passeios se resumiriam a dar comida pra jacaré, que tadinhos, ficam lá só engordando.

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Mas não pensem que eu não fiz nada, pelo contrário. Eu dividi New Orleans em 3, fiquei em 3 regiões e posso dizer com segurança que conheci a cidade como poucos visitantes. Garanto dentro do meu roteiro, pelo menos 3 novos roteiros, customizados, para quem pretende visitar a cidade.

Viajar de trem nos EUA também foi uma grata surpresa, o conforto, a liberdade de escolher entre ficar na sua poltrona (espaçosa e escurinha) e dormir, ou no lounge envidraçado assistindo a paisagem, ou no bar, torna a viagem super agradável e divertida. Foram 9 horas, sendo 3:30 de Memphis a Yazoo e no dia seguinte 5:30, de Yazoo a New Orleans.

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Acho que o mais chatinho mesmo foi a questão da língua, que eu me viro super bem e pela primeira vez deu ruim, eles tem um accent bastante peculiar, falam muito rápido e cantado. Eu falava e me olhavam com cara de paisagem ou eles falavam e eu pedia por favor para repetir mais devagar. Em bate papo isso não é problema, era até engraçado, mas em bares e restaurante, eles não aliviam, aí tinha que ser na raça.

Enfim, eu fiz esse resumão para dizer que, viajar sozinha foi o máximo. Tenho 56 anos e essa foi a primeira vez que fiquei sozinha, literalmente, por tanto tempo. E concluí que sou muito legal (risos), gostei da minha companhia, não rolou nenhum estresse, insegurança ou arrependimento. Nas minhas pesquisas vi muitas informações assustadoras especificamente sobre Nola e fui cheia de melindres e cuidados. Mas como brasileira, morando onde moro e vivendo perigosamente o dia a dia, não percebi nos 9 dias que estive lá, sequer uma situação de risco. Andando nas ruas como típica turista, não precisei esconder câmera ou celular. Era quase unânime a troca de olhares e ouvir um suave cumprimento:

-Hello young lady, how is your day today?

Contarei mais dos lugares e mostrarei muitas fotos em posts futuros!

Thank you good fellows, see you soon!

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My Way – Com Elvis 🖤

2 comentários em “I Did It My Way 🎼

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    1. Oi Dri, foi o máximo sim e realmente, New Orleans não tem nada a ver com outros lugares, pelo menos os que eu já conhecia. Vale muito a pena. Obrigada pela visita 😍 beijos

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