Paranapiacaba, Let It Be 🎼

Já perdi a conta de quantas vezes fui a Paranapiacaba, e quero voltar outras muitas, certamente!

De bate pronto não lembro outro bate-volta tão fotogênico quanto essa vila inglesa, que por sinal tem muita história. (no final tem um vídeo de 2014, bonitinho)

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Lá desembarcaram os britânicos, em 1867, para construir a primeira estrada de ferro de São Paulo. Ali se instalaram, no meio do caminho que ligava Jundiaí ao Porto de Santos. Até hoje estão lá ícones como o castelo, estilo vitoriano, o relógio, réplica do Big Ben, a Estação Alto da Serra e o Clube União Lyra Serrano, tudo isso emoldurado pela Mata Atlântica.

Sempre que vou lá ou revejo as minhas fotos, imagino que se fosse em outro lugar, com certeza seria muita mais bem economicamente aproveitada. A impressão que eu tenho é de que as coisas não duram muito por lá.

Alguns eventos como por exemplo o Festival de Inverno, que já está na 18ª edição, a Convenção das Bruxas e Magos, que está na 15ª edição e o Carnaval, que cada vez mais tem levado os paulistanos pra lá, dão um upgrade no vilarejo, mas fora dessas e talvez de outras datas que eu desconheço, deixa a desejar. E também nessas, porque não tem infra para segurar a galera para um pernoite.

Eu já dormi lá e foi bem legal ver a noite com aquela neblina toda. A pousada que fiquei fechou. Em outra ocasião a ideia de dormir foi abortada por falta de opção legal . Atualmente tem 4 pousadinhas, pelo menos aqui no Booking.

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Paranapiacaba não foi picada pelo bichinho da gourmetização, apesar de ser uma vila de origem inglesa, jamais será “hipster”, jamais terá uma fila para pegar uma senha para uma mesinha, como acontece em Campos do Jordão. A comparação é um exagero, e nem que isso seja legal, claro, mas acho uma pena e tenho certeza, que pelo menos 7 de cada 10 amigos, nunca pensaram em conhecer, se é que já ouviram falar.

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Todos os dias, no final da tarde, rola um “london fog”, a primeira vez que eu vi fiquei chocada. E sempre fico, pode ser o efeito da cachaça de cambuci, frutinha típica da região, que é o combustível do rolê. Cheers!!!

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De Carro: Anchieta, até o KM 29, sentido Riacho Grande. Entre na Estrada Velha do Mar (SP-148, sentido Ribeirão Pires) e acesse a Rodovia Índio Tibiriçá (SP 31) até o KM 45,5, na alça de acesso para a Rodovia Antonio Adib Chamas (SP 122) até Paranapiacaba.

Se for rolar cachaça vá de trem: Expresso Turístico

Fotos oficiais de duas de muitas Foto Trips e um Slideshow (cortado porque não consegui subir na integra) de um domingo de carnaval, trilha by Marisa Monte

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